Choque térmico causa danos ao organismo e pode ser até fatal
April 14, 2009 by Salomão Filho
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É… seu avô estava certo!
Texto retirado da Folha de São Paulo de 14 de abril de 2009, no caderno “Saúde”.
por Gabriela Cupani
Mudanças bruscas de temperatura, como sair da sauna e tomar uma ducha fria, exigem um esforço de adaptação muito grande do organismo. Por isso, podem ser extremamente perigosas para quem já tem alguma doença crônica ou sofre problemas circulatórios.
Nesses casos, podem levar a arritmias cardíacas, alterações metabólicas e pulmonares e até mesmo provocar um parada cardíaca. Em quem tem insuficiência cardíaca, por exemplo, o popular “choque térmico” pode colaborar para um edema pulmonar, como o que causou a morte do deputado federal João Herrmann Neto (PDT) no domingo, no interior paulista, embora ainda não se saiba se o deputado era doente cardíaco.
O edema, ou inchaço, no pulmão nada mais é do que o encharcamento do órgão pelo sangue que não foi corretamente bombeado pelo coração.
Mas mesmo pessoas saudáveis não estão livres de sofrer danos se ficarem expostas auma grande variação dee temperatura tanto para o frio quanto para o calor. Se for de um extremo ao outro, pior ainda. A adaptação vai depender das condições do organismo e dos hábitos de vida da pessoa.
Sob calor em excesso, os vasos se dilatam e a pressão cai. Já com o frio, acontece o contrário: há uma vasoconstrição, que dispara a pressão arterial. Em ambos os casos, o coração acaba sobrecarregado.

“Se a pessoa quiser fazer sauna, deve permanecer pouco tempo no calor e passar por uma transição gradual de temperatura”, ensina o clínico geral Arnaldo Lichtensteinm do Hospital das Clínicas de São Paulo. Ou seja, evitar tomar uma ducha gelada logo em seguida. Idosos e pessoas que têm algum problema de saúde só devem fazer sauna com o aval do médico. Para as gestantes e crianças, ela é contraindicada.
Na praia ou na piscina, a recomendação é manter-se sempre bem hidratado, tomando muito líquido, e nao dar um mergulho na água gelada se estiver com a pele muito quente. O ideal é refrescar-se aos poucos, molhando o corpo por partes. ”Não leve o organismo aos limites, pois isto gere um estresse”, recomenda o cardiologista Sérgio Timerman, do Incor (Instituto do Coração).





